2ª temporada,  Caitriona Balfe,  Claire Fraser,  Duncan Lacroix,  Escócia,  Jamie Fraser,  Murtagh Fraser,  Outlander,  Resenha,  Sam Heughan,  Série

Outlander – 2×12 – The Hail Mary

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“Que tipo de Deus cria um mundo onde monstros crescem, e beleza e pureza são recompensadas com a pobreza da morte? O mesmo Deus que oferece a opção da redenção.”

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A um episódio do final da temporada, Outlander continua a unir algumas pontas soltas de algumas tramas e Jamie parece ser o único a acreditar que ainda possa evitar a Batalha de Culloden, continuando a tentar convencer o insuportável Príncipe Charles e o seu conselho de guerra, pois Claire é a imagem da desolação com a situação em que eles se encontram.

Por ver que depois de tudo o que eles fizeram para evitar a guerra, todos os caminhos parecem levá-los para um fim de destruição e que está próximo. Outlander está nos preparando para dar adeus, eu sei que não estou preparada para isso e o tema abordado neste episódio foi sobre a separação dos irmãos Alexander/Black Jack Randall e Colum/Dougal Mackenzie, e talvez nos preparando para o terrível adeus de Jamie e Claire.

Vendo como os homens estão debilitados, Claire vai até Inverness em busca de suprimentos para tratar dos feridos e encontra com Mary Hawkins comprando láudano para Alexander Randall, que está muito doente. Claire se oferece para vê-lo e encontra um Alexander muito doente e sem nenhuma esperança de cura. Quem também aparece é o odioso Black Jack Randall, o irmão mais velho de Alex, que como Mary diz: tem sido o apoio financeiro do casal já que agora Alex não pode mais trabalhar e ela está grávida.

Os encontros entre Black Jack e Claire sempre são perturbadores, Black Jack pede que Claire salve a vida de seu irmão, ela diz que isso já não é mais possível, mas pode aliviar os seus últimos momentos, só que para isso ele terá que fornecer informações sobre o exército inglês e Claire afirma a ele que já não é a mesma mulher de antes. Alex percebendo que o seu fim está próximo pede ao irmão que se case com Mary, para que ela e o filho deles sejam amparados no caso de sua morte.  Black Jack não vê com bons olhos esse casamento, mas Alex lembra que ele tem um lugar neutro dentro de toda a monstruosidade que ocupa o seu ser; e “Johnny” como Alex o chama, acredita que mesmo ele sendo um psicopata é capaz de amá-lo.

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Logo após o casamento Alex morre e toda a raiva e impotência contidas por Black Jack são extravasadas nesse momento. É interessante perceber que mesmo mudando alguns pontos aqui e outras linhas lá o futuro parece seguir o seu curso porque no final Frank terá em sua árvore genealógica Black Jack Randall e Mary Hawkins. Toda vez que Tobias Menzies aparece em cena é sempre bom ver a sua maravilhosa interpretação ora sendo Frank ou Black Jack; e quando ele divide a cena com Caitriona Balfe, que também está maravilhosa, é um espetáculo ver as batalhas verbais travadas pelos personagens.

No acampamento escocês, Jamie pede que Dougal faça uma patrulha para saber onde os ingleses estão acampados. Ele fica sabendo por Claire de Alex, Mary, Black Jack e das informações sobre o exército inglês. Jamie consegue convencer o palerma do Charles a atacar o acampamento inglês um dia antes e de surpresa evitando a temível Batalha de Culloden.

Quem aparece no acampamento é Colum Mackenzie, visivelmente abatido e em uma conversa muito deprimente com Claire, ele pede ajuda para encurtar o seu sofrimento, pois não suporta mais tanta dor. Colum conversa com Jamie e Dougal, nomeia o seu filho como herdeiro do clã Mackenzie, escolhe Jamie como tutor dele, apesar de Dougal ser o pai biológico de Hamishi. Colum lembra que Jamie está mais capacitado porque sabe que ele não sacrificará os seus homens à toa. Colum é um homem brilhante, Dougal é um guerreiro corajoso e Jamie é o guerreiro que une coragem e uma inteligência brilhante. Depois Dougal aparece bêbado e faz um discurso a seu irmão sobre todos os anos de ressentimentos e ciúmes que ele sentiu, não percebe que Colum tomou o veneno dado por Claire e já estava morto. Dougal vai da amargura, raiva e ressentimento para a dor da perda. Uma grande cena e com um grande momento de atuação de Sam Heughan, Gary Lewis e Graham McTavish.

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No final do episódio, o plano de ataque de Jamie é fadado ao fracasso porque o paspalho do Príncipe Charles fica perdido e estraga tudo. Charles parece não perceber que o seu exército está faminto, cansado por terem marchado durante toda a noite e mesmo assim o “grande comandante” quer que eles lutem em Culloden. O episódio foi lento e com um gosto amargo de perda, depressão e desolação. A terrível Batalha de Culloden está chegando, as mortes já chegaram e muitas mais vão chegar… e o adeus de Jamie e Claire, como já sabemos, vai acontecer. Só nos resta esperar pelo final e tudo o que Outlander nos reserva; a única certeza que eu tenho é que não estou pronta para ver tudo isso.

OUT¹: O Príncipe Charles é um imbecil e eu me pergunto por que não deixaram Murtagh cortar o pescoço dele em Paris, por que? Tudo seria tão mais simples…

OUT²: Claire e Jamie são melhores juntos, nessa temporada eles não tiveram muitos momentos e eu senti muita falta desses momentos. Quando Claire faz um discurso sobre Black Jack para Jamie é algo arrepiante de se ver, pois a interação de Sam e Caitriona é sempre fantástica.

OUT³: O que foi Murtagh se oferecendo para casar com Mary? Por um personagem tão honrado, com um humor ácido e tão querido, eu atravessava as pedras dava um banho e casava com ele. E por favor salvem o Murtagh e matem o Charles!

Nota: começamos a publicar resenhas na segunda temporada em nossa página com colaboração da Ethel, confira a dela também:

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Educadora que ama livros, séries e filmes. Sonho encontrar um portal e viajar no tempo por vários lugares e épocas. Sou uma apaixonada por Outlander, Claire e Jamie Fraser.

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