7ª Temporada,  Série

Livro vs Série – 7×01 – A Life Well Lost

Voltamos Sassenachs! Depois mais de um ano, voltamos, para a primeira parte da penúltima temporada de Outlander! Isso ainda causa um abalo no meu coração, o fato de que estamos no caminho para encerrar essa jornada incrível! Mas ainda temos uma longa estrada pela frente (glória por isso hehehe). Uma informação que tivemos, por meio de entrevistas, é que a sétima temporada vai condensar o sétimo e oitavo livro em seus dezesseis episódios, além de finalizar as tramas abertas do sexto livro, devido a uma S6 mais curta. Então podemos esperar eventos sendo cortados e editados. Eles sabem fazer isso muito bem, temos a quinta temporada como prova viva, eles souberam aproveitar o melhor do livro, e ainda adiantar algumas tramas.

Falando do nosso primeiro episódio, foi muito bem adaptado. Como série, casou muito bem o final da sexta temporada, fechando um ciclo. Como adaptação também foi bem fiel, trazendo apenas mais cortes, removendo as gordurinhas por assim dizer. O fato curioso, do início do episódio, é que a locação foi Wilmington, um cenário conhecido da série. No livro, vamos para um pouco mais longe, até New Bern, que era a cidade em que se encontrava o governador, assim como outro braço da família Fraser, com Marsali e Fergus. Na série, por sinal, é onde nossa família querida se encontra, foi para lá que eles mudaram e se estabeleceram na última temporada. A escolha de Wilmington justifica também não termos a aparição de Marsali e Fergus.

“A jornada até New Bern passou num borrão de medo, agitação e desconforto físico. Por mais que eu me perguntasse o que seria de mim, todas as especulações eram sufocadas por minha ansiedade em relação a Jamie.”

Um corte do episódio foi a fato de termos um parto na prisão, de outra prisioneira e escrava. Provavelmente foi assim que o fato de ter uma parteira / curandeira na prisão chegou aos ouvidos da casa do governador. É uma cena interessante. Claire acorda com o barulho do parto, passa a prestar atenção e oferece sua ajuda. Foi um parto complicado, mas no final tudo deu certo. Não tem alteração para narrativa no final, mas é uma cena bem legal. Confira o trecho:

“– Sra. Tolliver!
Ela de fato me ouviu, e, depois de um momento, a chave girou na fechadura e uma onda de ar e luz adentrou a cela. Fui momentaneamente cegada pelo brilho do dia, mas pisquei os olhos e distingui a silhueta de uma mulher de quatro ao lado da lareira, me encarando. Era negra, estava banhada de suor; ergueu a cabeça e uivou feito uma loba. A sra. Tolliver deu um pinote, como se tivesse levado uma alfinetada na bunda.
– Com licença – falei, abrindo caminho até a mulher. Ela não fez menção de me impedir, e captei uma forte baforada de genebra e zimbro ao passar por ela.
A negra se apoiou nos cotovelos, arquejando, o traseiro descoberto no ar. Sua cabeça pendia feito uma goiaba madura, pálida na camisola empapada de suor que aderia a seu corpo.
Fiz perguntas pontuais durante o breve intervalo antes do ganido seguinte; fiquei sabendo que era seu quarto filho e que ela estivera em trabalho de parto desde a noite anterior, quando a bolsa rompera. A sra. Tolliver contribuiu com a informação de que ela também era prisioneira e escrava. Eu devia ter adivinhado, pelos hematomas arroxeados em suas costas e nádegas.
A sra. Tolliver fora de pouca ajuda, balançando-se por cima de mim com o olhar vidrado, mas conseguira fornecer uma pequena pilha de retalhos e uma bacia d’água, que usei para enxugar o rosto suado da mulher. Sadie Ferguson enfiou o nariz ornado pelos óculos para fora da cela, cautelosa, mas recuou mais que depressa tão logo irrompeu o ganido seguinte.
Era um parto pélvico, o que dificultava bastante, e o quarto de hora seguinte foi assustador para todos os envolvidos. Depois de um longo tempo, porém, veio ao mundo um bebezinho – os pés primeiro –, pegajoso, imóvel e no tom mais antinatural de azul-claro.
– Ah – disse a sra. Tolliver, decepcionada. – Está morto.
– Que bom – disse a mãe, com a voz rouca e profunda, e fechou os olhos.
– Morto uma ova – retruquei, virando a criança rapidamente de cabeça para baixo e batendo em suas costas.
Nenhum movimento. Aproximei o rostinho fechado e imóvel do meu, cobri nariz e boca com minha própria boca e suguei com força, então virei a cabeça para cuspir muco e fluido. Com o rosto gosmento e gosto de prata na boca, soprei sua boquinha com delicadeza, fiz uma pausa, segurando-o, molengo e escorregadio feito um peixe fresco, soprei… e vi seus olhos se abrirem, de um azul mais profundo que sua pele, vagamente interessado.
Ele deu uma respiração assustada e arquejante, e eu ri, uma súbita onda de alegria borbulhando das entranhas. O pesadelo da lembrança da outra criança, uma centelha de vida escapando de minhas mãos, esvaneceu. O bebê estava bem e muito aceso, cintilando feito uma vela de chama clara e suave.
– Ah! – exclamou a sra. Tolliver outra vez. Inclinou-se para a frente para olhar e abriu um enorme sorriso. – Ah, ah!
O bebê começou a chorar. Cortei o cordão, enrolei-o em uns trapos, e com certa reserva entreguei-o à sra. Tolliver, esperando que ela não o atirasse ao fogo. Então voltei a atenção à mãe, que bebia avidamente da bacia, derramando água pela boca e encharcando mais ainda o lençol já ensopado.
Ela se deitou de costas e aceitou os meus cuidados, porém sem falar, vez ou outra encarando a criança com um olhar hostil e ameaçador.
Ouvi passos cruzando a casa, e o xerife apareceu, com uma cara de espanto.
– Ah, Tolly! – A sra. Tolliver, suja de fluidos do bebê e exalando genebra, virou-se para ele com alegria, estendendo o bebê ao marido. – Olhe, Tolly, está vivo!
O xerife parecia bastante desconcertado, e seu rosto se fechou numa carranca enquanto ele olhava para a mulher, mas então pareceu captar o odor de sua alegria para além do genebra. Ele se inclinou para a frente e tocou de leve a trouxinha, relaxando o rosto austero.
– Que bom, Maisie – disse. – Olá, amiguinho.
Então ele me viu, ajoelhada defronte à lareira, fazendo o possível para me limpar com um pedaço de pano e o que havia sobrado da água.
– A sra. Fraser ajudou com o parto da criança – explicou a sra. Tolliver, empolgada. – Ele saiu de bunda, mas ela foi tão habilidosa e fez o pequeno respirar… achamos que estivesse morto, mas não estava! Não é uma maravilha, Tolly?
– Maravilha – repetiu o xerife, meio inexpressivo.”

Outra mudança condensada, é que Claire não vai direto para o navio, ela passa algum tempo na casa do governador, atendendo a sua esposa e ajudando como secretária, pois pensam que ela é uma falsificadora. Quando tudo na cidade está para estourar, o governador foge para o navio, levando Claire disfarçada como sua esposa, enquanto essa escapa por terra, para encontrar os filhos do casal. Como na série, nosso casal querido se reencontra apenas no navio alguns dias depois.

Mais uma alteração foi o Major MacDonald, que no livro é mais amigável, apesar de revelar que Claire é acusada de assassinato para o governador, por não saber da história toda, ele está disposto a ouvir seu lado da história, enviar notícias suas a Jamie se o encontrar. Não temos nenhuma suspeita da lealdade do Jamie nesse ponto do livro ainda, mas essa é uma mudança que faz sentido para dar sentido aos joguetes políticos na série. A proposta que o governador faz para o Jamie, que reunir 200 homens para libertar Claire é mesma, porém não por duvidar do Jamie, mas por ser uma estratégia vantajosa para o governador, não uma questão de lealdade. Por tempo de tela, e adaptação do contexto da série, trazer a lealdade como uma questão deixa tudo mais crível.

Segue um trecho da conversa da nossa médica com o Major MacDonald, que um pouco menos cobra no livro, na verdade foi um ombro amigo naquele momento.

“– Sabia que ele pensava que a senhora era uma falsificadora?
MacDonald, segurando uma caneca de chá com as duas mãos, meneou a cabeça em direção à cabine principal. O governador não estava em lugar algum, e a porta da cabine estava fechada.
– Sabia, sim. Ele já sabe a verdade agora? – indaguei, resignada.
– Bom, sabe. – MacDonald me deu um olhar de desculpas. – Imaginei que já soubesse, do contrário não teria falado nada. No entanto, mesmo que não soubesse por mim, cedo ou tarde ficaria sabendo. A essa altura a história já se espalhou por todo canto até Edenton, e os jornais…
Fiz um gesto com a mão, dispensando o comentário.
– O senhor viu Jamie?
– Não. – Ele me olhou, a curiosidade duelando com a cautela. – Eu tinha ouvido… bem, ouvi muitas coisas, todas diferentes. Mas o cerne da questão é que os dois foram presos, sim? Pelo assassinato da srta. Christie.
Eu assenti. Perguntei-me se algum dia me acostumaria àquela palavra. O som ainda era como um soco no estômago, curto e brutal.
– Preciso dizer que isso não é verdade? – indaguei, sem rodeios.
– Não há a menor necessidade, dona – garantiu ele, com o semblante muito seguro.
No entanto, pude sentir sua hesitação, e vi o olhar de esguelha, curioso e um tanto ávido. Talvez um dia me acostumasse a isso também.
Minhas mãos estavam frias; eu as enrolei na caneca, tirando o conforto que pude do calor.
– Preciso mandar um recado ao meu marido – falei. – Sabe onde ele está? Os olhos azul-claros de MacDonald estavam fixos em meu rosto, sem revelar nada além de uma atenção cortês.
[…]
– Devo retornar por Wilmington. Se for possível, farei perguntas. Se encontrar o sr. Fraser… devo dizer alguma coisa a ele além de sua atual situação?
Eu hesitei, pensativa. Estivera entabulando uma conversa mental constante com Jamie, desde a nossa separação. No entanto, nada do que dissera a ele nas longas noites escuras ou nas auroras solitárias parecia apropriado para confidenciar a MacDonald. Mesmo assim… eu não podia perder a oportunidade; sabia Deus quando haveria outra.
– Diga a ele que o amo – respondi, baixinho, os olhos no tampo da mesa. – E vou amar para sempre.
[…]
– Farei o possível para descobrir o paradeiro do seu marido, dona – disse ele.
– No entanto…
Ele hesitou, perscrutando-me.
– O quê? – indaguei, com cautela.
– Cheguei a lhe contar que andei ouvindo muita boataria? – disse ele, delicadamente. – Em relação… ahn… à infeliz morte da srta. Christie? Não seria desejável que eu conhecesse a verdade sobre a questão, de modo a poder dar um basta nos rumores maldosos, caso venha a me deparar com eles?
Fiquei dividida entre a raiva e o riso. Eu deveria saber que ele não resistiria à curiosidade. MacDonald, no entanto, tinha razão; a julgar pelos rumores que eu tinha ouvido – e que sem dúvida seriam apenas uma pequena fração de tudo o que andava circulando –, a verdade certamente era mais desejável. Por outro lado, eu tinha a plena certeza de que revelar a verdade em nada ajudaria para reduzir as especulações.
De qualquer forma, o desejo de me justificar era forte; eu compreendia os pobres infelizes que clamavam por inocência nas forcas – e esperava ardentemente não me tornar um deles.
– Ótimo – respondi, de maneira abrupta.
O primeiro marujo estava de volta à amurada, com um olho no forte e ao alcance dos ouvidos, mas imaginei que não tinha importância caso ele escutasse.
– A verdade é a seguinte: Malva Christie estava grávida de alguém, mas, em vez de revelar o pai verdadeiro, insistiu que era do meu marido. Eu sei que isso era mentira – acrescentei, encarando-o com um olhar perfurante. Ele assentiu, a boca entreaberta. – Alguns dias depois, fui cuidar da horta e encontrei a pequena… srta. Christie caída entre os meus pés de alface, com a garganta degolada. Pensei… que talvez houvesse uma chance de salvar o bebê em seu ventre… – Apesar do tom de bravata, minha voz estava um pouco trêmula. Fiz uma pausa e pigarreei. – Não consegui. A criança nasceu morta.
Era muito melhor não dizer como ela havia nascido; a imagem embaralhada de carne cortada e lâmina suja e manchada não era uma visão que eu gostaria de compartilhar com o major, se pudesse evitar. Eu não contara a ninguém – nem a Jamie – sobre o breve lampejo de vida, aquele latejamento que eu ainda guardava em segredo na palma das mãos. Dizer que a criança havia nascido com vida seria suscitar a desconfiança imediata de que eu a havia matado, e eu sabia muito bem disso. Alguns pensariam isso de qualquer maneira; a sra. Martin claramente havia pensado.
MacDonald ainda tinha a mão pousada em meu braço, encarando meu rosto.Pela primeira vez, abençoei a transparência de meu semblante; ninguém que perscrutasse meu rosto jamais poderia duvidar do que eu dizia.
– Entendo – disse ele, baixinho, e apertou meu braço com delicadeza.
Respirei fundo e contei o resto – detalhes circunstanciais são capazes de convencer alguns ouvintes.
– O senhor sabia que tenho algumas colmeias na beirada da horta? O assassino derrubou duas durante a fuga; deve ter levado muitas ferroadas… eu levei, quando cheguei ao jardim. Jamie… Jamie não foi picado. Não foi ele.
E, dadas as circunstâncias, eu não fora capaz de descobrir que homem havia sido picado… ou mulher? Pela primeira vez me ocorreu que pudesse ter sido uma mulher.
Ao ouvir isso, ele emitiu um murmúrio de interesse. Ficou parado um instante, contemplativo, então balançou a cabeça, como se acordasse de um sonho, e soltou meu braço.
– Obrigado, dona, por me contar – disse, num tom formal, e curvou-se em uma mesura. – Pode ter certeza de que falarei em seu favor sempre que houver ocasião.
– Agradeço muito, major.”

Indo para nosso outro núcleo, temos Roger encontrando o famigerado Wendigo Donner. Esse foi um tanto diferente do livro. Originalmente, Wendigo procura ajuda em River Run, e encontra Brianna e o jovem Ian. Bree o identifica como viajante pois ele estava assoviando “Yellow Submarine”, do The Beatles. Ele diz que estava em busca de Claire, e conta mais sobre sua vagem, quais eram os planos, como tudo foi feito. Porém no fim, Bree não pode fazer nada, pois o índio é preso como ladrão.

A seguir um pequeno trecho desse encontro:

“Por um instante, tudo estava normal. Então o mundo saiu do eixo. O intruso estava assobiando “Yellow Submarine”.
Todo o sangue se esvaiu da cabeça de Brianna, e ela cambaleou e segurou a borda de uma mesinha de apoio para não cair. Teve uma vaga consciência de Ian se levantar do banquinho feito um gato, empunhar uma das faquinhas de sua paleta e deslizar sem fazer ruído para fora da sala até o corredor.
As mãos de Brianna haviam ficado frias e dormentes; seus lábios também. Ela tentou assobiar outra estrofe em resposta, mas tudo que conseguiu foi expelir um pouco de ar. Endireitou-se, reassumiu o controle de si mesma e cantarolou em vez disso as últimas palavras da canção. Mal conseguiu dar conta da melodia, mas quanto às palavras não houve dúvida.
Silêncio de morte na varanda; os assobios haviam cessado.
– Quem é o senhor? – indagou ela com clareza. – Entre.
A sombra se encompridou devagar, apresentando uma cabeça parecida com a de um leão reluzindo sobre as lajotas da varanda, com a luz a brilhar por entre os cachos. A cabeça em si apareceu cautelosamente pela quina da porta. Era um índio, constatou ela com espanto, embora os trajes que usava fossem em sua maioria europeus e esfarrapados, com exceção de uma gargantilha de contas. O homem era magro e sujo, com olhos muito próximos um do outro, e fixos nela com ansiedade e algo semelhante à avidez.
– Cara, você está sozinha? – perguntou ele num sussurro rouco. – Pensei ter ouvido vozes.
– Dá para ver que estou. Quem diabos é você?
– Ahn… Wendigo. Wendigo Donner. Seu sobrenome é Fraser, não é?
Ele agora havia entrado por inteiro na sala, embora ainda olhasse desconfiado para um lado e outro.
– Meu sobrenome de solteira, sim. Você é…
Ela se interrompeu, sem saber como perguntar.
– Sou – respondeu ele baixinho, olhando-a de cima a baixo de um jeito casual que nenhum homem do século XVIII teria usado com uma dama. – Você também, né? Você é filha dela, tem de ser.
[…]
– Não, mas ele sabe. Sente-se. Você conheceu minha mãe quando ela… quando ela foi raptada, não é?
As sobrancelhas ralas de Ian se ergueram quando ele ouviu isso, e ele segurou com mais força a faquinha da paleta, que, apesar de flexível, tinha uma ponta bem definida.
– É. – Donner se abaixou com cuidado até se sentar no banquinho, sempre com um olho atento em Ian. – Cara, eles quase me pegaram. Sua mãe me disse que o marido dela era perigoso e que eu não iria querer estar lá quando ele aparecesse, mas eu não acreditei. Quase não acreditei. Mas quando ouvi aqueles tambores, cara, eu dei o fora de lá, e foi bom ter feito isso. – Ele engoliu em seco, pálido. – Voltei de manhã. Cara, meu Deus.
Ian disse alguma coisa entre os dentes numa língua que Brianna pensou ser mohawk. As palavras soaram inamistosas ao extremo, e Donner sem dúvida compreendeu suficientemente o seu significado para afastar o banquinho um pouco para o lado e encolher os ombros.
– Ei, cara. Eu não fiz nada com ela, tá bom? – Ele encarou Brianna com um ar de súplica. – Não fiz! Eu ia ajudá-la a fugir… pergunte a ela, ela vai confirmar!
Só que o Fraser e o pessoal dele apareceram antes que eu conseguisse. Meu Deus, por que eu iria machucá-la? Ela foi a primeira que encontrei por aqui… eu precisava dela!
– A primeira? – repetiu Ian, com o cenho franzido. – A primeira…
– A primeira… viajante, ele quer dizer – falou Brianna. Seu coração batia acelerado. – Para que precisava dela?
– Para me dizer como… como voltar. – Ele tornou a engolir, e sua mão segurou o ornamento de contas em volta do pescoço. – Você… você fez a travessia ou nasceu aqui? Imagino que tenha feito a travessia – acrescentou, sem esperar resposta. – Eles agora não fazem mulheres tão grandes assim. As garotas são todas miúdas. Já eu gosto de uma mulher grande.
Ele sorriu, de um jeito que obviamente pretendia ser lisonjeador.
[…]
Brianna começou a fazer outra pergunta, mas foi interrompida pelo barulho no corredor vindo em direção à sala íntima. Em um segundo, Donner já estava em pé, com os olhos arregalados de alarme.
– Merda – falou. – É ele. Vocês têm que me ajudar!
Antes que eu conseguisse perguntar exatamente por que ele achava aquilo ou quem era “ele”, a forma austera de Ulysses surgiu no vão da porta.
– O senhor – disse ele num tom ameaçador para Donner, que estava todo encolhido. – Eu já não lhe disse para ir embora? Como se atreve a entrar na casa da sra. Innes e importunar seus parentes?
Ele então deu um passo de lado, meneou a cabeça para quem quer que o estivesse acompanhando, e um cavalheiro baixinho, rotundo e de ar zangado vestido com um terno amarfanhado espiou para dentro da sala.
– Foi ele – falou, e apontou um dedo acusador. – Foi ele o safado que roubou minha bolsa hoje de manhã na hospedaria de Jacob! Tirou do meu bolso enquanto eu estava comendo presunto no café da manhã!
– Não fui eu!
Donner fez uma tentativa sofrível de parecer ultrajado, mas a culpa estava estampada em seu rosto, e quando Ulysses o segurou pelo cangote e revistou suas roupas sem a menor cerimônia a bolsa foi encontrada, para gratificação manifesta de seu dono.
– Ladrão! – exclamou o homem, brandindo o punho. – Passei a manhã inteira atrás do senhor. Seu selvagem cheio de carrapatos, seu piolhento comedor de cachorro… ah, peço-lhes perdão, senhoras – acrescentou ele, curvando-se para mim e para Brianna sem nos dar muita atenção antes de retomar a denúncia de Donner.
Brianna me olhou com as sobrancelhas erguidas, mas dei de ombros. Mesmo que eu quisesse, não havia como proteger Donner da ira justificada de sua vítima. A pedido do cavalheiro, Ulysses mandou buscar dois lacaios e um par de algemas, cuja visão fez Brianna ficar um tanto pálida, e Donner foi escoltado para fora da sala – sob protestos de que não tinha feito nada, de que fora falsamente incriminado, de que não era ele, ele era amigo das senhoras, sério, cara, pode perguntar a elas – para ser transportado até a cadeia de Cross Creek.”

No mais, como disse anteriormente, foi muito bem amarrado, e os cortes em si não fizeram diferença na narrativa. Ah! E o Tom Christie? Não tem o que dizer disso, a parte de sua conversa com Jamie não temos no livro, apenas com a Claire, e foi exatamente aquilo que vimos em cena, incluindo toda a emoção expressa ali.

E com isso encerramos nosso primeiro Livro vs Série da sétima temporada! Gostou Sasse? Quais suas expectavas para essa temporada? As minhas estão muito boas! Comente, deixe sua opinião!

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